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domingo, 6 de junho de 2010

Uma eterna aprendiz


Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O RIO E O OCEANO


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!

Osho

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Retrato de uma alma desiludida...

A amizade não é uma palavra feita de açúcar,
Que na primeira lágrima desmancha
e escorre pelo ralo da mentira.
Muitas vezes existem enganos,
Existem perdas, existem dores.
E as tristezas nos fazem refletir
Se sabemos ou não ter
Ao lado um amigo de verdade.
O mundo, às vezes, é bem cruel
E ensina de modo duro que
A ingratidão é extensa e negra
E que as decepções chegam
E maltratam profundamente.
A desilusão é sempre mais triste
E mais difícil que o coração espera suportar.
Eu sempre acreditei na amizade
E eu sempre vou acreditar.
Mas espero ter sabedoria e liberdade
para poder escolher entre a rosa e o espinho.
E com isso, saber separar o momento certo
De oferecer um sorriso ou um adeus.
A confiança não é uma palavra
usada somente como adorno
Para enfeitar poesias.
É bem mais que isso !

domingo, 10 de maio de 2009

Viajem sentimental


Todos sabemos que muitas dores são obstinadas e indesejáveis aliadas do amor. Mas quem nesse mundo desprezaria os sabores e os prazeres de um romance com receio de sentir seu amargor, suas possíveis decepções?

Como renunciar aos perfumes da paixão, com medo de um sofrimento que pode estar guardado no futuro, num pedaço do tempo que ainda não sentimos seu caminhar?

Como a vida é bela somente pelos encantos que oferece, quem ousaria não entrar nesse barco para iniciar uma talvez acidentada viagem sentimental pelo mundo dos sonhos que maravilham nossos dias. Mesmo sabendo que o amor e desamor andam de mãos dadas, que importa o amanhã se hoje beberemos do suor dos amantes?

Que partam para longe os feiticeiros que inventaram o desamor...
Que carta ameaçadora pode nos mandar o futuro falando de um amor que findou, se hoje podemos espalhar pelo chão ardente de um amor que nos incendeia as entranhas, infindáveis páginas escritas pelas línguas ávidas de desejos, que recitam poesias em nossos corpos vibrantes, que escrevem versos nas nossas carnes trêmulas de desejos.
Hoje, particulamente, não me preocupo com o declínio de um amor, com as emboscadas que possam me surpreender, com o recuo de um afeto, se agora, são imensamente intensas e extensas as glórias do amor e da paixão. Que o futuro e os feiticeiros da dor ardam no fogo da inveja, porque só o hoje interessa ao meu coração!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Desumana...


Impulsiva como o vento, tão só, tão vulgar, tão singular...
Me tornei como um sonho... vazio e sem sentido
Onde estou poucos poderão chegar...e se chegarem
Nada saberão.
Por isso ando como um bicho perdido
Como o desejo do rio em busca do mar
Estou tão só, tão vulgar, tão transparente...
Preciso me tornar forte, invencível, inatingível
Como posso viver sabendo de tantas verdades?
Como posso romper o véu cinzento de tantas vaidades?
Só sei que o rio corre pro mar antes de tudo...

Eu sigo como um rio que só conhece seu destino
Mas sei que onde quer que eu vá
Minha única saída é ser forte, invencível, desumana
Um deserto sólido e imutável.

sábado, 14 de junho de 2008

José


Era uma vez um João chamado José
Que sonhou ser Adão mas não tinha mulher
Foi aí que então, apareceu na floresta
Uma Eva qualquer que amava o João
Mas queria o José...
Em noites de lua ela vinha tão nua
Seus olhos de dama refletiam paixão
Pertencia ao José, desejava o João
Passou muito tempo nessa indecisão
Certo dia, pensou que teria perdão
Matou o José pra casar com João
Agora seu erro, ela paga com a dor
Descobriu que o José sempre foi seu amor
Que triste castigo teve essa mulher!
Ela amava um João que se chamava José.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Vinícius de Moraes( simplesmente, o POETA!)


Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Às vezes sou muito romântica...



Lá no abismo lindo ,no seu olhar...


sábado, 26 de abril de 2008

Força ou coragem?


"É preciso ter força para ser firme,
Mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
Mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
Mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
Mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma,
Mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
Mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
Mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
Mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho,
Mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
Mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
Mas é preciso coragem para viver..."
(Desconheço o autor)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu que não sei quase nada do mar



Garimpeira da beleza, te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio,não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim

Clara! Noite rara! Nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão (bis)

Me agarrei em teus cabelos, sua boca quente, pra não me afogar
Tua língua, correnteza, lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer

(Ana Carolina e Jorge Vercilo)

quarta-feira, 26 de março de 2008